Aguirre admite "situação feia" após derrota para o Cruzeiro e nega chance de sair do Santos - Gazeta Esportiva

Aguirre admite "situação feia" após derrota para o Cruzeiro e nega chance de sair do Santos

Por Rodrigo Matuck

14/09/2023 às 22:20

O Santos perdeu por 3 a 0 para o Cruzeiro, na Vila Belmiro, nesta quinta-feira, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o técnico Diego Aguirre lamentou. Na sua visão, o primeiro gol dos visitantes, que saiu em um lance de bola parada, foi decisivo para o placar.

“É difícil falar coisas positivas quando sofremos uma derrota em casa que não esperávamos. Não é o momento de falar de coisa positiva . Vamos falar de coisas negativas . Todos vimos que nós pecamos muito na bola parada. O gol pesou muito. É uma coisa que temos trabalhado muito e sofremos esse gol que virou o jogo. Até então estava difícil, mas não estávamos com muitos problemas. Sentimos. O Cruzeiro mereceu”, analisou.

O comandante admitiu que o elenco ficou abalado com o revés, mas também assumiu a culpa.



“O vestiário está mal. Estamos com a expectativa de outro jogo. O vestiário sentiu a derrota. Tem que ser assim. Os jogadores são os que mais sofre, talvez”, contou.

“A responsabilidade é da comissão e dos jogadores, óbvio, é de todos. Não tem um único culpado. Quando você ganha talvez tem alguns merecimentos. Na hora da derrota, a comissão tem responsabilidade, muita, claro. Temos que assumir. Não temos problema em reconhecer que as coisas não estão como queremos. Hoje não conseguimos. Tomamos o gol e tudo ficou mais difícil”, ampliou.

Risco de demissão?


Aguirre ainda refutou qualquer chance de pedir demissão do comando do Santos. Até o momento, ele soma cinco jogos, com quatro derrotas e uma vitória.

“Não penso nessas coisas. Estou acostumado a trabalhar em times grandes e com pressão. É um desafio muito importante. Sabia da situação quando assumi. Peguei essa responsabilidade. Não estamos conseguindo tirar. É uma situação feia, incomoda, triste. Mas temos que tentar ganhar o próximo jogo. Rendimentos como o jogo de hoje deixam uma situação muito feia”, disse.

“Estamos trabalhando muito. Tentando dar o melhor de nós para poder sair dessa situação. A única coisa que estou pensando é no jogo de segunda. Não posso pensar em outra coisa. Não passa sair do Santos nesse momento”, completou.

Por fim, o técnico disse que é crucial buscar uma vitória no próximo jogo, contra o Bahia, para alcançar uma virada na temporada.




“Para acreditar na virada temos que buscar uma vitória. Entendemos que a torcida está sofrendo também. A única coisa que podemos fazer é ganhar o próximo jogo. Não tem outra coisa. Temos que ganhar. Essa tem que ser a mentalidade", declarou.

“Vamos trabalhar para tentar ganhar o próximo jogo. Não dá pra pensar em outra coisa ou imaginar situações. Os jogadores estão preocupados e querem uma vitória que não estamos conseguindo”, ampliou.

“Temos que pensar que podemos mudar. Se não acreditasse não estaria aqui. Falta entrosamento. Na hora que tomamos gols ficamos nervosos, perdemos bolas fáceis. O time sofre situações adversas, contra-ataques. Nós temos que trabalharem tentar transmitir confiança para os jogadores apesar da situação difícil. A vitória tem que ser nosso objetivo imediato”, finalizou.

Com o revés para o Cruzeiro, o Alvinegro Praiano amargou a sua terceira derrota seguida na temporada. Assim, o time segue na 17ª colocação da liga, com 21 pontos, três a menos que o Goiás, que é o primeiro time fora da zona do rebaixamento.

O Santos volta a campo agora na segunda-feira, quando encara o Bahia, fora de casa, em confronto direto da 24ª rodada do Brasileirão. A bola rola no gramado da Fonte Nova, em Salvador (BA), a partir das 20 horas (de Brasília).

Veja outros trechos da coletiva de Aguirre:


Substituições

“As trocas. O Inocêncio foi porque o Caiçara estava com amarelo. Rincón no Nonato foi volante por volante. O Furch foi uma opção mais ofensiva para jogar mais direto,, achar alguma variante para achar uma solução de gol. A ideia era ser mais ofensivo com dois atacantes”

“Foram alternativas para mudar um pouco. Não estamos criando situações ofensivas. Pouca coisa. Buscamos o Rincón pela sua personalidade e presença. Foram duas mudanças. O Furch entrou para fortalecer o ataque também. Então era para não ficar desequilibrado defensivamente também. Não conseguimos empatar e sofremos”

Jogo contra o Bahia

“Ainda não pensei no jogo de segunda, temos que começar a trabalhar nisso e pensar nas melhores alternativas para ter um time forte. É um jogo importante e decisivo. Vamos ver como estão os jogadores. Vamos tomar decisões nos próximos dias para tentar ganhar esse jogo"

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